Dia Internacional da Mulher: um marco na história do trabalho feminino

O dia 8 de março de 2022 chegou. Este é o momento em que empresas erguem as suas vozes contra o machismo e a favor da equiparação de gênero no mercado de trabalho. Mas, até que ponto este posicionamento é verdadeiro? O que essas corporações fazem pelas suas colaboradoras quando não é o Dia Internacional da Mulher?

Desde a sua criação pela Organização das Nações Unidas (ONU) na metade da década de 1970, o Dia Internacional da Mulher é dividido entre comemoração e conscientização. Afinal de contas, nem tudo são flores: a luta contra o machismo dentro e fora do âmbito trabalhista, que é travada desde a Revolução Industrial, ainda não chegou ao fim. 

Então, nada mais justo do que conversarmos um pouco sobre como trazer esta equidade de direitos para dentro da sua empresa. Assim, trouxemos a Yooper como exemplo, empresa que vem trabalhando para aumentar, cada vez mais, a diversidade dentro do seu quadro de colaboradores e possibilitar o crescimento profissional das trabalhadoras na empresa. 

Ao longo deste texto, vamos aprender um pouco sobre:

  • a origem do 8M;
  • os desafios enfrentados pelas mulheres dentro do mercado de trabalho atual;
  • as mulheres que constroem a Yooper;
  • os aprendizados para quem está entrando na vida profissional. 

Para falar com propriedade sobre estes assuntos, convidamos mulheres excepcionais que trabalham diariamente para trazer mais qualidade e profissionalismo para os serviços da Yooper

A Yooper apoia a bandeira do empoderamento feminino, mas e você? 

8M: um dia para se conscientizar

Você sabia que a origem do Dia Internacional das Mulheres é algo exato? Existem muitos rumores acerca do que aconteceu no dia 8 de março. 

Muito provavelmente, você já deve ter ouvido falar sobre um suposto incêndio em uma fábrica de Nova York, que matou centenas de funcionárias em retaliação a uma greve. Embora tenha sido baseado em histórias reais, este acontecimento nunca existiu desta forma. 

Entretanto, podemos afirmar que o 8M (sigla que representa o dia 8 de Março) nasceu de uma série de descontentamentos das mulheres com a realidade feminina dentro do mercado. Durante os anos que sucederam a Revolução Industrial, as funcionárias tinham condições abusivas e exaustivas dentro das fábricas. Além disso, elas não podiam contar com salários justos e condições humanas de trabalho

Protestos e desastres em março

Nas últimas semanas de março de 1911, Nova York chorou com o incêndio de uma fábrica, que matou 125 mulheres e 21 homens

Embora não tenha sido proposital, como dizem as lendas, esta catástrofe se deu pela precariedade das instalações das fábricas e também pela péssima condição de trabalho. Neste dia, as vidas de 146 funcionários teriam sido poupadas caso o patrão não os tivesse trancado no galpão da fábrica durante o período de trabalho. 

Em questão de direito das mulheres, outro fator histórico que trouxe este mês para os holofotes, foi a greve causada por mulheres do setor de tecelagem na Rússia, em 8 de março de 1917. 

Podemos afirmar, então, que estes dois acontecimentos ditam a história e a essência do Dia Internacional da Mulher! Portanto, já deu para notar que, muito além da comemoração, 8M é um tempo para questionar o seu ambiente de trabalho e conquistar seus direitos. 

Nos dias atuais: dificuldade no mercado de trabalho

O mundo passou por muitas transformações desde 1975. Entretanto, e ainda assim, as mulheres continuam enfrentando preconceitos de gênero dentro e fora do mercado de trabalho

Nicole Preterotto, líder da área de criação da Yooper, afirma que “os homens têm o direito de fazer algo bom, mas mulheres têm a obrigação de fazer sempre perfeito”. Formada em Imagem e Som pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a jovem de 28 anos ainda comenta as dificuldades de ser respeitada por ser mulher. 

“Ainda é chocante que uma pessoa usando vestido rosa e maquiagem com glitter também seja inteligente, analítica e perspicaz. As pessoas esperam uma princesinha, alguém que vá dizer sempre ‘sim’. O mundo ainda não está pronto para aceitar que força não é sinônimo de masculinidade”, complementa Nicole. 

Representatividade importa!

Hoje em dia, nós sabemos que não existe “trabalho para mulher”. Esta expressão machista é condenável e mostra como ainda temos muito para evoluir como pessoas e como sociedade. Assim, como o lugar da mulher é onde ela quiser, precisamos falar sobre representatividade feminina! 

Laís Faria Ribeiro, de 31 anos, se formou em jornalismo e é, atualmente, roteirista e produtora de vídeos na Yooper. A profissional explica que existe uma grande diferença entre representatividade e ocupação no mercado. 

“As áreas da comunicação são bastante ocupadas por mulheres, o que não significa que o espaço e a representatividade sejam os ideais. Ainda que existam muitos cargos destinados a mulheres, as lideranças ainda são masculinas. Além disso, essas áreas costumam ter mulheres, em sua grande maioria, brancas e de classe média, fazendo com que falte muita representatividade de cor e classe”, ressalta a jornalista. 

Liderança feminina na Yooper

A Yooper acredita que levantar uma bandeira exige ação, e não apenas palavras. Por isso, além de ser jovem, pensar fora da caixa e focar em performance, nos tornamos uma agência que procura incentivar todo o nosso corpo de colaboradores, independente do gênero, orientação sexual, cor, classe e credo. 

Laís entrou na Yooper em 2019 e encontrou uma Yooper em processo de mudança. “Quando eu entrei na Yooper, a empresa passava justamente por uma reformulação. Pouco antes, o quadro era predominantemente de colaboradores homens e não existiam mulheres em cargos de liderança. Hoje, a empresa é composta por mulheres em sua maioria e muitas lideranças são femininas. A gente percebe no dia a dia o quanto somos respeitadas e encorajadas a crescer dentro da empresa”, finaliza. 

Quer saber um pouco mais sobre o que e no que a Yooper acredita? Então, confira o vídeo sobre as nossas bandeiras! 

Quer conhecer um pouco mais sobre as áreas de atuação da Yooper? Então, confira os nossos serviços de CRM, Influencer e de SEO!

O que esperar do mercado?

Você está confusa sobre o que esperar do mercado de trabalho? Pedimos para que Nicole e Laís mandassem os seus depoimentos para a gente! 

Nicole Preterotto, Head de Criação da Yooper

“NÃO PEÇAM DESCULPAS. Esta é uma mania que a gente tem, ficar se desculpando por tudo. Que ‘desculpe a pergunta’ se torne um ‘obrigada por explicar’. Que ‘desculpe por falar’ vire ‘obrigada por ouvir’, e assim por diante. A gente ganha força quando substitui angústia por gratidão!”

Laís Faria Ribeiro, roteirista e produtora de vídeos da Yooper

“O mercado pode ser cruel com as mulheres em diferentes níveis. Quanto menos privilegiada, mais a mulher vai sofrer com o trabalho e com a falta de apoio da sociedade no geral. Mas acho que é importante sempre manter a confiança, não ter medo de impor suas opiniões, fazer parte de uma rede de apoio feminina para que todas cresçam juntas e saber que devemos dar o nosso melhor, mas que nem tudo depende só da gente. O início de uma carreira pode ser frustrante em muitos aspectos, então é preciso persistência para superar desafios e sabedoria para entender as necessidades de se adaptar.

Que todas nós tenhamos um Feliz Dia Internacional da Mulher e que o mercado de trabalho esteja cada vez mais aberto para nós!

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